A ministra Izabella Teixeira
(Meio Ambiente) disse nesta quarta-feira (21) que segue "conversando e
negociando" a reforma do Código Florestal em tramitação na Câmara.
A fala indica uma mudança de
tom no discurso do ministério que vinha sustentando que os deputados deveriam
manter o texto que foi aprovado em dezembro pelo Senado.
A ministra evitou comentar se
o governo teme que a proposta possa causar constrangimentos durante a
conferência de desenvolvimento sustentável Rio +20.
"Não vejo assim, mais uma
vez, não cabe a mim comentar as decisões do Congresso, eu estou seguindo as
negociações e sigo conversando", disse.
A bancada ruralista pressiona
para que o projeto seja votado logo, mas Dilma já avisou que não tem pressa e
trabalha para que a votação fique para depois da Rio +20.
A aprovação, às vésperas da
conferência mundial sobre ambiente, do texto que os ruralistas querem poderia
representar constrangimento internacional para o governo. O veto presidencial
poderia, assim, neutralizar as críticas dos ambientalistas. A ministra
desconversa sobre a polêmica.
"O fundamental é que a
gente possa, na realidade, avançar na legislação florestal do Brasil e resolver
as pendências que existem hoje, não só em relação à agricultura, mas também os
instrumentos econômicos, gerir as florestas brasileiras com maior
eficiência", disse.
Segundo fontes do governo, há
opções em estudo para evitar novos confrontos com a base.
O código atual poderia ser
ajustado às necessidades dos pequenos agricultores por meio de três decretos --já
prontos para edição-- para flexibilizar regras de recomposição de áreas
desmatadas.
O decreto que suspende multas a desmatadores,
que vence em 11 de abril, poderia ser prorrogado mais uma vez, até que se forme
consenso na Câmara para aprovar a íntegra do texto do Senado, tido por Dilma
como o meio-termo possível entre ruralistas e ambientalistas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário