O governo vai lançar nas
próximas semanas um programa para tratamento de resíduos sólidos baseado em
três eixos: Brasil sem Lixão, Recicla Brasil e Pró-Catador. A informação foi
repassada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho,
e as ações do programa estão estruturadas no sentido de cumprir as
determinações do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, aprovado em 2010.
O primeiro eixo terá ações
conjuntas entre estados, municípios e o governo federal e visa a eliminar os
lixões de todas as cidades até agosto de 2014. O segundo irá estimular a
reciclagem, e o Pró-Catador atuará para estruturar as cooperativas e tornar os
catadores um elo importante para o alcance das metas do plano nacional.
O programa está na fase final
de elaboração e, de acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira,
os próximos passos são formatar os aspectos jurídicos e discutir o texto com a
presidenta Dilma Rousseff.
Ao falar sobre um dos maiores desafios do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que é a eliminação dos lixões até 2014, a ministra lembrou que, a partir do plano, essa passou a ser uma responsabilidade compartilhada entre os entes federados.
Ao falar sobre um dos maiores desafios do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que é a eliminação dos lixões até 2014, a ministra lembrou que, a partir do plano, essa passou a ser uma responsabilidade compartilhada entre os entes federados.
“Esse esforço não é só do
governo federal, é de competência também dos estados e municípios e dá a todos
a responsabilidade de lidar com a questão do fim dos lixões, de incrementar a
reciclagem, a logística reversa, de discutir as regiões do país que não têm
aterros sanitários”, disse na quarta-feira (21) após participar da abertura do
encontro Diálogos Sociais Rumo à Rio+20. A ministra observou também que muitas
cidades ainda não têm a infraestrutura para implementar o patamar necessário de
reciclagem no país.
Conforme o texto do Plano
Nacional de Resíduos Sólidos, após o dia 2 de agosto de 2014, o Brasil não
poderá ter mais lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Os
aterros vão receber apenas rejeitos, ou seja, aquilo que não é possível
reciclar ou reutilizar. Os aterros são estruturas que contam com preparo no
solo para evitar a contaminação de lençol freático, captam o chorume que
resulta da degradação do lixo e contam com a queima do metano para gerar
energia. (Fonte: Yara Aquino/ Agência Brasil)
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