Depois
de reunião com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o Secretário-executivo
da ONU (Organização das Nações Unidas) para a Rio+20, Sha Zukang, reconheceu que
a crise econômica internacional e as eleições em países como China, Estados
Unidos e França poderão ter reflexos no evento da Rio+20.
“Nós
ainda não conseguimos nos livrar da sombra da crise financeira , os países
desenvolvidos têm sido generosos com os países em desenvolvimento, mas agora
eles estão com problemas internos, na Europa, principalmente”, destacou.
Na
avaliação dele, a crise pode implicar no atrasa na transição dos países para
uma “economia verde”.
Justamente
por isso, o secretário pede o apoio da imprensa e da sociedade civil para
cobrar dos candidatos um posicionamento sobre o assunto.
“Infelizmente
em anos de eleições, os lideres estão ocupados e não tratam de outros
assuntos”, reconhece.
Já
a ministra frisou que 79 delegações internacionais já confirmaram a presença,
incluindo as maiores economias mundiais, sem citar quais delas.
Zukang
também chamou atenção, no entanto, para a confiança do órgão no Brasil para
liderar os debates sobre desenvolvimento sustentável, dado a experiência do
país de, nos últimos anos, de crescimento econômico somado a tentativa de
erradicar a pobreza.
Questionado
sobre a segurança e as implicações logística do evento, Zukang disse estar
“confiante” de que o país cumprirá a tarefa.
“Quando se tem um país com três eventos como
estes, as críticas são naturais. Eu acho natural, mas se deve ao fato de eu ser
homem mais experiente, mais velho, mas o Brasil é um pais muito grande e vai
dar conta destes eventos”, disse se referindo à Copa do Mundo de 2014 e às
Olimpíadas de 2016, além da Rio+20.
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