domingo, 25 de março de 2012

Secretário da ONU admite que crise internacional e eleições terão reflexo na Rio+20

Depois de reunião com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o Secretário-executivo da ONU (Organização das Nações Unidas) para a Rio+20, Sha Zukang, reconheceu que a crise econômica internacional e as eleições em países como China, Estados Unidos e França poderão ter reflexos no evento da Rio+20.
“Nós ainda não conseguimos nos livrar da sombra da crise financeira , os países desenvolvidos têm sido generosos com os países em desenvolvimento, mas agora eles estão com problemas internos, na Europa, principalmente”, destacou. 
Na avaliação dele, a crise pode implicar no atrasa na transição dos países para uma “economia verde”.
Justamente por isso, o secretário pede o apoio da imprensa e da sociedade civil para cobrar dos candidatos um posicionamento sobre o assunto.
“Infelizmente em anos de eleições, os lideres estão ocupados e não tratam de outros assuntos”, reconhece.
Já a ministra frisou que 79 delegações internacionais já confirmaram a presença, incluindo as maiores economias mundiais, sem citar quais delas.
Zukang também chamou atenção, no entanto, para a confiança do órgão no Brasil para liderar os debates sobre desenvolvimento sustentável, dado a experiência do país de, nos últimos anos, de crescimento econômico somado a tentativa de erradicar a pobreza.
Questionado sobre a segurança e as implicações logística do evento, Zukang disse estar “confiante” de que o país cumprirá a tarefa.
“Quando se tem um país com três eventos como estes, as críticas são naturais. Eu acho natural, mas se deve ao fato de eu ser homem mais experiente, mais velho, mas o Brasil é um pais muito grande e vai dar conta destes eventos”, disse se referindo à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016, além da Rio+20.

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