O secretário-executivo da
Rio+20, o embaixador francês Brice Lalonde, afirmou na quinta-feira (22) que a
conferência deve produzir um mandado para que a ONU apresente, em um prazo de
três anos, um indicador alternativo ao PIB, criticado por não contabilizar os
impactos ambientais da produção de riqueza.
A reforma da medida da riqueza
das nações tem sido uma das principais pautas da conferência mundial para o
desenvolvimento sustentável, que será realizada em junho no Rio de Janeiro.
Falando a jornalistas durante
o Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus, Lalonde disse duvidar que do
Rio já possa sair o novo indicador.
“Não tenho certeza de que
conseguiremos criar em três meses, porque já houve muita discussão em 30 anos”,
afirmou ele, que é responsável por toda a parte logística da conferência.
O secretário-executivo também
mandou um recado aos líderes dos países que se preparam para vir à cúpula: “Não
venham ao Rio se vocês não tiverem compromissos.”
Ele disse esperar que a
conferência produza um “compêndio de compromissos”, entre os quais objetivos de
desenvolvimento sustentável nas áreas de água, energia, comida, oceanos e
“solidariedade social” (algo como a disseminação de programas de transferência
de renda como o Bolsa Família).
“Espero que a declaração final
da conferência seja seguida de um anexo, que contenha um plano de ação”, disse
Lalonde.
A exemplo do que ex-premiê
norueguesa Gro Brundtland afirmou à Folha, Lalonde disse crer que as ações na
área de eficiência energética, capazes de ajudar a reduzir emissões, possam ser
um dos resultados mais promissores da conferência. (Fonte: Claudio Angelo/
Folha.com)
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