Os
municípios que não conseguirem se adequar às normas previstas na Política
Nacional de Resíduos Sólidos, como a eliminação definitiva dos lixões até 2014,
mas estiverem com as ações em andamento, não devem temer a lei de crimes
ambientais. Na avaliação do secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano
do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki, o prazo definido pela legislação
que trata da gestão de resíduos é curto, mas as prefeituras precisam, pelo
menos, iniciar as ações para enfrentar o problema do lixo sob a ótica da nova
lei.
“Não
queremos punir por punir e transformar administradores municipais em criminosos
ambientais. O município que estiver agindo no sentido de resolver o problema
terá como fazer acordos. Mas, os gestores municipais que estiverem dormindo até
2014, correm o risco de ser responsabilizados”, alertou.
Além
de acabar com os lixões, substituindo-os por aterros sanitários adequados, as
prefeituras têm dois anos para implantar a coleta seletiva de lixo e a
logística reversa, que são os processos de recolhimento de lixo pelos próprios
fabricantes e por empresas de reciclagem. De acordo com o mapa do Ministério do
Meio Ambiente, algumas regiões estão adiantadas na implantação dos novos
procedimentos em relação ao lixo.
Londrina e Araxá, por exemplo, foram apontadas
como modelo na coleta e no tratamento adequado do lixo. Por outro lado, cerca
de 70% dos municípios brasileiros estão bem distantes das obrigações que a nova
legislação impõe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário